sábado, novembro 16, 2013





RECLAMA DO METRÊ, RECLAMA!

INCRÍVEL
Vários moradores do Japão estão testemunhando como as várias ruas da cidade, são movidas como pequenos pedaços de madeira. Depois de receber um forte terremoto de 9,0 graus na escala Richter e um tsunami poderoso, com várias dezenas de pequenos terremotos, as ruas do Japão tornaram-se uma confusão para os moradores da cidade. O subsolo deve estar todo rachado e inundado, daí haver placas flutuantes.
No vídeo, você pode ver como as ruas estão se movendo junto com a fundação, como se fosse uma mola gigante. Na verdade, parece que o povo do Japão faz parte de um filme dirigido por Hollywood, mas infelizmente os japoneses realmente estão vivendo momentos apocalípticos.  

AMENIDADES
Um sujeito vai visitar um amigo deputado e aproveita para lhe pedir um emprego para o seu filho que tinha acabado de completar o supletivo do primeiro grau.
- Eu tenho uma vaga de assessor, só que o salário não é muito bom...
- Quanto é doutor?
- Pouco mais de dez mil reais! -Dez mil?
- Mas é muito dinheiro para o garoto! Ele não vai saber o que fazer com tudo isso não, doutor! Não tem uma vaguinha mais modesta?
- Só se for para trabalhar na Assembléia. Meio período. E eles estão pagando cinco mil!
- Ainda é muito, doutor! Isso vai acabar estragando o menino! O senhor não tem um emprego que pagasse uns mil ou até mil e duzentos reais?
- Ter eu até tenho. Mas aí é só por concurso e é para quem tem curso superior em Engenharia, Administração, Medicina, Economia, Direito ou Contabilidade, etc... E ainda tem que ter bons conhecimentos em informática, além de Inglês, Francês e Espanhol fluentes.

JUSTIÇA AFASTA TODA A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA DE ALAGOAS POR DESVIO MILIONÁRIO
Decisão do juiz Alberto Jorge e outros sete magistrados das 17ª e 18ª Vara de Maceió afastou na noite desta quinta-feira (31) toda a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), presidida pelo deputado Fernando Toledo (PSDB).
A decisão é em caráter liminar e atende pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que solicitou o afastamento dos deputados da Mesa para que as investigações que apuram supostos desvios milionários nas contas da ALE não sejam prejudicadas. A decisão da Justiça acontece depois de denúncias feitas ao MPE pelo deputado João Henrique Caldas (JHC).
Além disso, todos os membros da Mesa Diretora estão impedidos de votar ou serem votados em possível nova eleição para eleger outra Mesa da Casa de Tavares Bastos. A decisão foi dada pelo juiz Alberto Jorge ao TNH1 na noite desta quinta-feira (31).
“Toda a Mesa Diretora da ALE foi afastada. É um processo cautelar que visa a garantir que a investigação feita pelo Ministério Público não seja prejudicada por qualquer motivo. Nenhum dos deputados afastados pode votar ou  ser votado”, afirmou o magistrado ao TNH1.
A decisão foi publicada no site do Tribunal de Justiça de Alagoas e é passível de recurso por parte dos deputados que integram a Mesa Diretora. Nesta sexta-feira (01) um oficial de Justiça cumpre o mandado de expedição do afastamento na ALE.
Quem assume a presidência da Casa de Tavares Bastos é a deputada Flávia Cavalcante (PMDB), filha do prefeita do ex-prefeito de São Luís do Quitunde, Cícero Cavalcante, e do vereador por Maceió, Kelmann Vieira. 
...
- Ih, já vimos este filme, no final a segunda instância do inacreditável Poder Judiciário “repõe as coisas no seu devido lugar” e todos viverão felizes, livres, leves e soltos!

MÉDICO PERDEU 97% COM APOSTA EM PETROLEIRA DE EIKE
"Caí no conto da sereia." É a definição que o médico Rogério Kuga, 40, dá ao seu investimento nas ações da OGX, petroleira de Eike Batista, que entrou anteontem em recuperação judicial.
Kuga apostou no forte desempenho projetado para a companhia do megaempresário e vendeu ações de empresas como Petrobras, Bradesco e Vale para colocar tudo nos papéis da OGX.
"Vendi todas as ações que tinha de outras empresas e coloquei na OGX diante de toda aquela perspectiva promissora para a empresa. Achava que os papéis estavam baratos", disse, sem revelar o valor que aplicou.
O preço médio das ações compradas por Kuga foi de R$ 4,90. Ontem, os papéis fecharam cotados a R$ 0,13 --uma desvalorização de 97,35%.
O economista Aurélio Valporto, 50, também se frustrou com a OGX. "Comprei ações de uma empresa que dizia ter descoberto muito petróleo, o que não se mostrou real depois. Foi uma fraude", diz.
"Ele [Eike Batista] vendeu uma série de ações em maio e junho, pouco antes de anunciar que os poços eram secos", completa Valporto.
Até abril, último dado disponível, havia 51,9 mil investidores pessoas físicas na OGX Ð8,6% do total de 600,9 mil investidores pessoas físicas na BM&FBovespa.
No início de julho, a companhia informou que pode parar em 2014 o seu único campo de petróleo em produção, o de Tubarão Azul.
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- Pois é, muita gente boa entrou na lábia do Rei Midas de Bangu...I!

LULA, O 'SHOWMAN'
Um séquito de funcionários e visitantes cercou o ex-presidente Lula ontem, em sua passagem pelo Congresso. Os dirigentes petistas contam com esse magnetismo para alavancar seus candidatos em 2014. Lula já determinou a redução de sua agenda internacional. Na cúpula, o que se diz é que será a primeira vez que um líder carismático fará campanha fora do cargo e sem ser candidato. (coluna Panorama Político – O Globo – 30.10.2013)
- Coisas de um povo que está sempre precisando de um salvador da pátria!

MULHER É PRESA AO AGREDIR NAMORADA COM VIBRADOR DURANTE ATO SEXUAL
A americana Mia McCarthy foi presa em Palm Beach, na Flórida (EUA), depois que sua namorada a acusou de agredi-la com um vibrador durante um ato sexual e por usá-lo por tempo demais, tornando o sexo “muito agressivo”.
De acordo com o site “The Smoking Gun”, McCarthy, de 23 anos, definida por ela mesma como “sadomasoquista”, estava com a parceira de 52 anos em casa, após voltar de uma boate na qual festejavam o aniversário da mulher mais velha.
Quando iniciaram o ato sexual, utilizando o brinquedo erótico, a vítima alegou que foi agredida com o vibrador, e que teria dito que estava sentindo dor. McCarthy, no entanto, não deu ouvidos às reclamações, e alegou que ambas as mulheres estavam fazendo “sexo consensual” e que ambas gostavam de “atos sexuais agressivos”.
Após ser detida, Mia pediu desculpas à parceira pelo comportamento envolvendo o vibrador. McCarthy acabou acusada de agressão e levada para a cadeia do condado de Palm Beach, com fiança estabelecida em R$ 112 mil.
- É, parece que esta aí não vibrou com o vibrador!

Um homem de 32 anos, morador de Bangalore (Índia), pediu demissão argumentando estar "ganhando muito". A culpa pelo "alto salário" levou o funcionário à depressão e, segundo ele, a única saída foi deixar o emprego.
Com oito anos de experiência em tecnologia da informação (TI), o indiano recebia 40 mil rúpias (1.432 reais) por mês. Apesar de ele julgar elevada a quantia, analistas disseram que o salário do trabalhador estava baixo: com esse currículo ele deveria receber 60 mil rúpias (2.148 reais) mensalmente, de acordo com o "Mumbai Mirror".
O indiano, que não foi identificado, está sendo submetido a tratamento com um neuropsiquiatra.
Vinod Kulkarni, médico que cuida do especialista em TI, disse que o caso não é isolado:
"Semanas atrás recebemos um caso de um gerente de banco que não quis ser promovido dizendo que havia vários outros melhores que ele".
O salário mínimo na Índia corresponde a R$ 0,61 por hora de trabalho.
- Acho que o tratamento deveria de, não de depressão, mas por falta de auto-estima!

POLÍCIA PRENDE EX-JOGADOR DO FLUMINENSE CHEFIANDO TRÁFICO DO ROLA
Policiais do 27º BPM (Distrito Industrial de Santa Cruz) prenderam Derreck Targino Gomes, de 19 anos, ex-jogador do Fluminense. Derreck atualmente era o gerente do tráfico na favela do Rola, em Santa Cruz.
Os agentes realizaram uma operação, no último sábado, para checar uma denúncia anônima, de onde o gerente do tráfico da Colina estava escondido. O ex-jogador foi preso co 1220 cápsulas de cocaína e 1.000 trouxinhas de maconha.
Derreck já havia passado pelo Imperial, Bangu e, por último, pelo time do Fluminense. Ele abandonou o futebol há dois anos, devido ao vício em drogas. Derreck acabou entrando para o tráfico e se tornando gerente na comunidade.
- Cada um faz suas próprias escolhas!

PUBLICITÁRIOS CONTAM QUAIS CLICHÊS BANIRIAM DA PROPAGANDA
Em casa de ferreiro, espeto é de pau. E em casa de publicitário, o clichê é o quê? Ouvimos sete profissionais que confidenciaram os lugares-comuns que baniriam de vez da propaganda
Mundo nada cão
A família feliz é composta por uma mãe, um pai, dois ou três filhos e... um golden retriver. "É batata. Se tiver cachorro, vai ser dessa raça. Ou, se você precisar treinar muito o cachorro, é um border collie, porque o golden é bem limitado pra aprender truque."
Olha como limpa
Sempre que o efeito microscópico mostra um sabão funcionando, suas moléculas entram com violência nas fibras do produto. "Quero tomar veneno toda vez que vejo", diz o vice-presidente de uma grande agência.
É isso mesmo!
O armário custa R$ 500. É isso mesmo! Um litro de refrigerante por R$ 2,30?! É isso mesmo?! "Por que depois de anunciar o preço, comerciais de varejo colocam uma voz que, maravilhada diz: 'É isso mesmo!'? Eles pensam que a gente é surdo."
Sou meu público
"Não dá mais para as empresas quererem pôr só quem é o público-alvo no comercial", queixa-se o presidente de uma agência. Se o comercial é de bolacha, quem estará no casting? Jovens magros. Se é de remédio? Velhinhos felizes. "E se a gente pusesse pessoas de verdade?"
Sangue azul
O absorvente realmente absorve? Vejamos se ele passa no teste levando uma pipeta de sangue... azul?! "Por que é sempre azul o sangue? A mulher média é da família real inglesa para ter sangue azul?", pergunta-se o redator de uma firma com menos de uma década de mercado.
Universo colorido
Todo comercial deve representar a diversidade étnica do Brasil, de preferência nas proporções do último Censo. "É o politicamente correto cobrando seu improvável ou é de uma unanimidade que não condiz com a demografia brasileira", diz um diretor de criação.
Eu, eu, eu, eu
A marca acredita no futuro. E acredita num mundo melhor. E acredita que a vida possa ser mais fácil. O que ela tá vendendo mesmo?
Nove entre dez...
Médicos, dentistas, fisioterapeutas ou psicólogos. Não importa a categoria profissional, mas nove entre dez dos entendedores recomendam o produto (o que quer que seja). "Eles não dizem dez entre dez recomendam porque tem um que não conseguiram encontrar, quem sabe ele não morreu por não recomendar?", pondera um publicitário com 30 anos de experiência.
Tomado por dentro
O produto, seja um iogurte laxante ou um antiácido, faz bem para sua saúde. Como contar isso? Mostrando um recorte do corpo, ao meio, que ilustre o líquido descendo e mudando a cor de algum órgão.
A solidão do carro zero
Você sai da concessionária com o possante comprado e, num passe de mágica, as ruas se esvaziam. Não há nenhum outro automóvel. "Dou um milhão para quem me disser o porquê de comercial de carro ter que ser em cidade-fantasma, não tem nem quem abasteça!", pergunta um profissional.
Versão brasileira...
A trilha sonora ideal é uma música de medalhão que consumiria metade do orçamento? Não tem problema: pegue um cantor quase famoso, faça uma versão dela e pague menos da metade!
- Ainda tem o tal “de tirar o fôlego”, “o sonho da casa própria” e outras baboseiras, mas, o pior mesmo, repito o pior mesmo são os níveis de decibéis durante os intervalos comerciais, é de dar ódio dos produtos anunciados!
- E por falar em publicidade, não tem coisa mais idiota do que as institucionais, são todas do mesmo pacote, sejam as do TRE, sejam as governamentais, municípios, estados e, principalmente, as da União, parece que escolhem os idiotas publicitários a dedo!

CBF VAI BANCAR EXCURSÃO DE LUXO À BAHIA PARA OS SEUS ELEITORES
O sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014 vai chamar a atenção do mundo do futebol para a Bahia no dia 6 dezembro. Representantes das 32 seleções vão se reunir para conhecer seus adversários, as datas dos jogos e as cidades das partidas durante o torneio no Brasil.
Em meio a tanta badalação, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) vai usar o evento para agradar os presidentes das 27 federações estaduais, que são maioria no colégio eleitoral da entidade.
Quatro meses antes de escolherem o substituto do atual presidente da CBF, José Maria Marin, os cartolas vão assistir ao sorteio na Costa do Sauípe com tudo bancado pela confederação.
Há cerca de uma semana, a diretoria da entidade convidou os cartolas para uma excursão de luxo no complexo hoteleiro próximo de Salvador, com direito a assentos privilegiados na cerimônia da Fifa, que organiza a Copa.
Pela programação da CBF, os dirigentes poderão ficar por quatro dias num dos mais sofisticados pontos turísticos da Bahia. Eles ainda terão direito a levar um acompanhante ao evento, que a Fifa estima transmitir para cerca de 500 milhões de pessoas em todo o planeta.
A cerimônia acontecerá 11 dias depois de o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, ter sua candidatura lançada oficialmente por Marin.
A Folha revelou quarta-feira que a festa de fim de ano da CBF servirá de palco para o lançamento da candidatura do dirigente paulista. Todos os 47 eleitores já foram convidados.
A eleição da entidade será realizada em abril. No pequeno colégio eleitoral da CBF, apenas os 27 presidentes de federações e os 20 clubes que disputam a Séria A do Campeonato Brasileiro deste ano têm direito a voto.
O custo da estada dos cartolas na Costa do Sauípe deve superar R$ 500 mil.
...
- É o que podemos chamar de mensalinho da idônea CBF, enquanto os clubes vivem de pires na mão pedido anistia fiscal!
A VERDADEIRA DISCUSSÃO É NA FIFA
Parece piada de salão a CBF acusar quem quer que seja de ter feito uma opção por razões financeiras.
Porque o dinheiro é tudo que inspira a CBF , de cima para baixo e vice-versa.
A verdadeira discussão em torno das naturalizações é outra, sobre o risco de descaracterizar ainda mais as Copas do Mundo.
Se o mundo globalizado já fez dos clubes europeus verdadeiras legiões estrangeiras onde, às vezes, não há sequer um jogador do país entre os titulares, o mesmo poderá se dar entre as seleções, como, por exemplo, já aconteceu no futsal.
A Espanha disputou a Copa do Mundo de 2008 com nada menos que três brasileiros naturalizados e foi bicampeã mundial em 2000/04 com gols de brasileiros natos como Daniel e Marcelo.
Como já se especulou, amanhã, se nada mudar, um país como o Qatar pode fazer sua seleção só com estrangeiros naturalizados.
Aí, mais que nunca, não fará sentido tocar os hinos nacionais antes dos jogos, porque ninguém saberá cantá-los.
Mas não venham com demagogias patrioteiras, porque se José Maria Marin for símbolo de patriotismo, melhor ir morar no inferno.
Além do mais, a CBF não é uma entidade privada como gosta de dizer para se eximir de ser investigada?
E desde quando é patriótico defender uma empresa privada?
Aliás, uma moção de desagravo a ele, Marin, acaba de ser rejeitada, por unanimidade, na Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo.
Os sete deputados integrantes da comissão rejeitaram a moção do obscuro deputado Campos Machado (PTB).
Juca Kfouri



TEIXEIRA DEIXA 'EXÍLIO' DE MIAMI PARA NÃO SE ENCONTRAR COM A SELEÇÃO
Cidade escolhida por Ricardo Teixeira para viver seu "exílio" após renunciar à presidência da CBF, em março de 2012, Miami recebe desde a segunda-feira a seleção brasileira para amistoso contra Honduras, no sábado.
Mas o cartola não vai assistir ao jogo e nem prestigiar o time.
Para evitar o assédio dos jornalistas, Teixeira preferiu deixar a cidade e sua mansão, que fica a poucos quilômetros do local onde o time vai começar a treinar hoje.
...
- Bobagem, se ainda fosse a Interpol!

DOS MALES, O MELHOR!
A prefeitura de São Paulo deu, enfim, uma resposta a quem se pergunta para onde vai tanto dinheiro de imposto no Brasil: vai para o bolso dos subsecretários, dos diretores de divisão, da galera da Arrecadação, do pessoal do Cadastro, dos fiscais e afins, enfim, a grana da população não vira fumaça.
No caso, comprou Porsche, BMW, Ducati, pousadinha na serra, casa no campo, apartamento de cobertura… O paulistano tem que admitir: os servidores públicos municipais que roubavam o ISS tinham gosto até que bem razoável, provavelmente graças à autonomia que o ex-prefeito Gilberto Kassab dava a seu secretariado na montagem da equipe.
É bom saber que não andaram gastando o dinheiro do povo em frota de vans, franquia de pão de queijo ou ações da OGX, por exemplo. A má notícia é que, por causa da montanha de dinheiro desviado, o poder público está sempre aumentando impostos acima da inflação.
Seja como for, O prefeito Fernando Haddad decerto exagera quando diz que paga IPTU “com a maior alegria”. (Tutty Vasques - http://blogs.estadao.com.br/tutty/dos-males-o-melhor/)

PELÉ DESAUTORIZA AUTOBIOGRAFIA ESCRITA POR EDSON
TRÊS CORAÇÕES - "Eu não sei até que ponto a história do Pelé se confunde com a do Edson, entende?", justificou o jogador, antes de desautorizar que sua história fosse contada por sua pessoa física. Amparado na Constituição, no direito à privacidade, nos patrocinadores e respeitando sempre os adversários, Pelé proibiu sua autobiografia escrita por Edson Arantes do Nascimento.
Pelé esclareceu que nunca cantou "ABC, ABC, toda criança tem que ler e escrever", não participou de um filme ao lado de Silvester Stallone e tampouco namorou a Xuxa: "Isso foi coisa do Edson, entende?"
Inspirados nos passos do craque, Arthur Antunes Coimbra censurou a autobiografia de Zico e a atriz Sônia Maria Vieira Gonçalves proibiu os 74 volumes da enciclopédia vivida de Susana Vieira.

quinta-feira, novembro 14, 2013






 “O CUMPRIMENTO DA PENA EM REGIME INTEGRAL, POR SER CRUEL E DESUMANO IMPORTA VIOLAÇÃO A ESSES PRECEITOS CONSTITUCIONAIS”
(brocardo lapidar e emblemático de autoria do nobre ministro “garantista” aposentado do STF EROS GRAU em seu voto vencedor no HC 82959/SP que examinou a “constitucionalidade” do parágrafo 1°. do Art. 2°. Da Lei 8072/90 que determinava o cumprimento da pena em regime fechado para crimes hediondos, JULGADO INCONSTITUCIONAL pela maioria dos nobres guardiões da Constituição “Cidadã”)


ONDA DE VIOLÊNCIA PODE TER MATADO 370 PESSOAS EM 2012, DIZ DEFENSORIA
Levantamento considera mortos entre maio a dezembro do ano passado.
No período, 320 civis e 50 agentes policiais morreram em confrontos.
Levantamento da Defensoria Pública de São Paulo aponta que 370 pessoas podem ter sido mortas no estado, entre maio e dezembro de 2012, como resultado da onda de violência entre criminosos da facção que age dentro e fora dos presídios e policiais militares. O número corresponde a 10% do total das vítimas assassinadas no período.
A Defensoria, que usou como base dados de reportagens, quer agora acesso a dados de boletins de ocorrência e prepara uma ação contra o estado para pedir indenização para parentes de vítimas. Para isso, os defensores públicos Carlos Weis e Daniela Skromov ainda buscam identificar todas as vítimas.
O termo onda de violência contempla o aumento dos índices criminais durante determinado período, principalmente o de homicídio, mas tem sido utilizado por entidades de direitos humanos e de estudos da violência para designar o conflito entre criminosos e policiais, principalmente militares.
Assim como em 2012, segundo o Núcleo de Estudos de Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) em 2001 e 2006 ocorreram atentados contra agentes das forças de segurança e, como resposta, ataques contra os suspeitos.
Em 2001, uma mega rebelião em quase 30 presídios paulistas deixou cerca de vinte mortos. Naquela ocasião, a facção se rebelou por causa da transferência de suas lideranças. Em 2006, quando ocorreu a maior onda de violência que deixou quase 500 mortos, segundo a pesquisadora do NEV Camila Nunes Dias, houve uma resposta dos criminosos contra extorção policial.
De acordo com análise do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos do órgão, 126 dos mortos não foram identificados em 2012. Ainda segundo o documento, das 370 pessoas assassinadas, 320 eram civis e 50, agentes das forças de segurança estadual e municipais, que são policiais militares, policiais civis, agentes penitenciários e guardas-civis. A vítima mais jovem desse conflito foi uma criança de 1 ano e sete meses e a mais velha, um idoso de 83 anos que havia servido na Polícia Militar (PM) e estava aposentado.
Além dos parentes de mortos por PMs, familiares dos policiais militares mortos por criminosos, durante o trabalho ou de folga, também estão entrando com processos judiciais para que o Estado pague algum benefício a elas. Em novembro passado, o governador Geraldo Alckmin anunciou o aumento do seguro de vida para PMs. "Autorizei que o seguro no caso de morte passasse de R$ 100 mil para R$ 200 mil. E não será apenas para o policial no seu trabalho, mas é na sua condição de policial", disse à época.
Onda de violência: início
A onda de violência começou em maio de 2012, quando seis criminosos foram mortos pela PM na Penha, Zona Leste da capital paulista, segundo investigações do Ministério Público. Para vingar essas mortes, presos ordenaram ataques contra agentes. Os policiais reagiram e mataram integrantes da organização criminosa que atua dentre e fora das prisões. Depois, criminosos passaram a incendiar ônibus, e moradores de comunidades carentes relataram toques de recolher.
Em outubro passado, a PM ocupou a favela de Paraisópolis, na Zona Sul da capital, alegando que dali partiram os atentados para assassinar policiais. Um gabinete criminal de crise temporário foi criado no Tribunal de Justiça e durou por cerca de 120 dias (até meados de março de 2013), com a missão de administrar pedidos e decisões relacionados a presos, transferências e saídas temporárias. Após divergências políticas, o governo estadual e o federal assinaram acordo em novembro para transferência de detentos suspeitos de planejar a ofensiva contra às forças de segurança.
Questionado sobre a ocupação de Paraisópolis pela PM, o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou que pasta tem planos para a comunidade. "Paraisópolis foi ocupada por três meses. Temos atualmente uma base [da PM] próxima. E estamos estudando implantar uma base [da PM] na comunidade", disse.
Apesar de a Defensoria Pública ainda não ter formalizado pedido à Secretaria de Segurança Pública para a identificação dos casos individuais relativos à onda de violência, os defensores afirmaram que procuraram policiais civis do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) sobre a possibilidade de ter acesso a dados de mortes durante a onda de violência.  “Não tinham nada. Só estavam investigando casos suspeitos”, disse Carlos Weis.
DHPP investiga casos 'suspeitos'
Procurado para comentar o assunto, o delegado Itagiba Franco, diretor da Divisão de Homicídios do DHPP, afirmou que a investigação policial concluiu que os seis suspeitos mortos pela Rota em 28 de maio foram executados. “Três PMs foram presos em flagrante pelos assassinatos e indiciados. Soubemos que o Ministério Público os denunciou pelos crimes, foram julgados, mas todos acabaram absolvidos e foram soltos”.
Na nossa visão, durante alguns meses o estado não tomou medidas adequadas para conter essa onda de violência. Isso enquanto um policial era morto num lugar e sempre ocorria uma chacina próxima a esse local"
Carlos Weis,
defensor público
O departamento especializado da Polícia Civil investiga as mortes decorrentes de confrontos entre policiais militares e criminosos.  A Corregedoria da Polícia Militar também apura se existe envolvimento de PMs em milícias ou grupos de extermínio. Os responsáveis pelo levantamento sobre os mortos no ano passado ainda não tiveram acesso às conclusões desses inquéritos.
Ainda segundo o Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos, o órgão pretende ingressar com uma ação civil pública contra o governo de São Paulo ‘por conta da ocorrência de dano moral coletivo’. “O estado não pode, através de sua ação ou de sua inação, agravar a sensação de insegurança. Na nossa visão, durante alguns meses o estado não tomou medidas adequadas para conter essa onda de violência. Isso enquanto um policial era morto num lugar e sempre ocorria uma chacina próxima a esse local”, disse Carlos Weis.
 ‘Outubro e novembro vermelhos’
Pelo relatório da Defensoria Pública, 38 cidades do estado foram alvos dos ataques. A capital concentrou a maioria dos mortos em relação aos outros municípios: 159. Ainda de acordo com o levantamento do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos, entre maio e dezembro, o estado de São Paulo teve 23 dias com mais de seis mortes em 24 horas.
Outubro, com 90 mortes, e novembro, com 162 assassinatos, foram os meses mais violentos no estado. O dia mais sangrento em SP ocorreu em 21 de novembro, quando 24 pessoas foram assassinadas. As mortes aconteceram em Praia Grande, Osasco, São Paulo, Guarulhos, Osasco e Itaquaquecetuba. Os dois dias anteriores, 19 e 20 de novembro, também foram extremamente violentos, com 13 mortes cada.
Pesquisa
O levantamento feito pela Defensoria Pública contou com o trabalho de 37 defensores e foi concluído em 12 dezembro. Eles buscaram informações sobre vítimas e casos de homicídios em diversos veículos de comunicação para subsidiar a atuação do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos.
Foram analisadas 913 notícias de mortes, pesquisadas em mídias  impressas e digitais, de maio a 5 de dezembro. As reportagens foram classificadas em quatro categorias:
- provavelmente sim (a morte pode estar relacionada à onda de violência);
- provavelmente não (a morte não está relacionada à onda de violência);
- talvez (como informações não foram precisas, órgãos de segurança pública foram procurados para tentar identificar casos que poderão ser ou não incluídos na pesquisa);
- impossível classificar (não há dados suficientes para considerar caso)
“O objetivo é exatamente mapear as informações públicas para que tenhamos elementos suficientes para buscar informações junto aos órgãos de segurança pública, partindo para uma terceira fase da pesquisa em que será possível buscar padrões de violações de direitos humanos e então traçar uma estratégia de atuação”, disse Daniela Skromov.
Mas para isso é necessário confrontar os dados da pesquisa com boletins de ocorrência sobre os casos de homicídios. “Nesse sentido, será possível analisar de forma qualificada se há e quais são as relações entre as mortes de civis e agentes do Estado”, diz o documento da Defensoria.


MISTURA EXPLOSIVA DEIXA ZONA OESTE REFÉM DE BANDIDOS
Quadrilhas de traficantes, milicianos e contraventores são responsáveis por milhares de casos de violência naquela região
Francisco Edson Alves
Rio - Realengo, 22h30 de quinta-feira. Encapuzados invadem uma casa na Rua Nuretama e fuzilam cinco homens e duas mulheres. As cenas de horror na Zona Oeste seguem sem tréguas, fazendo vítimas de forma cada vez mais violenta, característica ímpar de uma região marcada pela mistura explosiva de quadrilhas ligadas ao tráfico, milícia e contravenção. A fuga de criminosos de áreas pacificadas para lá tem acirrado ainda mais as disputas sangrentas por territórios. No meio da guerra que parece não ter fim estão três milhões de moradores — metade da população carioca.
“O que vemos é o aumento da violência na Zona Oeste, que, sem atenção adequada do estado, transformou-se numa espécie de para-raio, atraindo toda a sorte de criminosos”, lamenta o juiz Alexandre Abrahão. Ele fala com a experiência de quem está há quase dez anos à frente da 1ª Vara Criminal de Bangu. Pedra no sapato de bandidos, Abrahão, que já perdeu as contas da quantidade de traficantes, maus policiais e bicheiros que já condenou, costuma comparar a Zona Oeste ao Iraque. “Aqui a guerra é pesada nas três modalidades de crimes”, justifica o magistrado, que vive acompanhado de seguranças desde 2004.
Operação da PM na Favela do Rola, em Santa Cruz, para encontrar armas e drogas
Foto:  Severino Silva / Agência O Dia
Só no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), 109 pessoas foram executadas em Santa Cruz, um dos maiores bairros da região. No mesmo período do ano passado, 84 foram assassinadas.
A quantidade de desaparecidos aumentou. É o caso de Bangu, onde 92 pessoas foram assassinadas nos seis primeiros meses deste ano. De janeiro a julho, porém, 217 casos de desaparecimentos foram registrados na 34ª DP (Bangu), 49 a mais que o ano anterior. Em toda a região, 684 pessoas sumiram no primeiro semestre.
18 CARROS ROUBADOS POR DIA
Para a execução dos crimes, carros e motos são alvos preferidos dos grupos armados. Conforme o ISP, 3.240 veículos foram roubados ou furtados nas áreas do 14º BPM (Bangu), 18º BPM (Jacarepaguá), 27º BPM (Santa Cruz), 31º BPM (Recreio) e 40º BPM (Campo Grande) nos seis primeiros meses do ano (média de 18 por dia). A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que os delegados da Zona Oeste têm dezenas de inquéritos abertos sobre a ação de traficantes, milicianos e bicheiros, mas não dão entrevistas sobre investigações em andamento.
Operações diárias desde agosto
Na tentativa de conter a criminalidade na Zona Oeste, o coronel Hugo Freire determinou a realização de operações diárias desde agosto, quando assumiu o 2º Comando de Policiamento de Área (CPA), responsável pelos cinco batalhões da região.
“Todos os dias, realizamos incursões em comunidades diferentes. Vamos vencer pelo cansaço as quadrilhas, seja de paramilitares, contraventores ou traficantes”, garante Freire.
Ele revela que, por causa das ações, só nos últimos dois meses, 327 pessoas ligadas às três modalidades de crimes foram presas e mais de 200 caça-níqueis e 84 armas, entre elas 12 fuzis, além de dezenas de quilos de drogas, apreendidas.
Na quinta-feira, por exemplo, na Vila Aliança, em Bangu, homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) prenderam Celso Costa, 39, que estaria com sete tabletes de maconha. A Favela do Rola, em Santa Cruz, é cenário frequente de troca de tiros entre bandidos e a polícia, assim, como na Covanca, em Jacarepaguá, onde no mês passado, o subtenente da PM, Marco Antônio Gripp, morreu em troca de tiros.
Liga da Justiça virou Explosão
Na região há um número crescente de prisões. No primeiro semestre deste ano, foram 1.732 detenções. Em 2010, não passaram de 1.250. O número de registros de todo tipo de crime, só na 34ª DP (Bangu), já atingiu este ano a casa das 13,5 mil ocorrências. Mil a mais que em todo o ano de 2012.
Para disfarçar, o crime organizado tem mudado sua forma de agir, passando a atuar de forma mais discreta. No documentário ‘No Sapatinho’, do Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado (Uerj), pesquisadores relatam que as milícias reinventaram sua maneira de operar.
 “Continuam cruéis, mas sem andar em grandes bandos armados e sem marcar casas (quando o morador não paga taxa imposta). Mudaram até nomes. A ‘Liga da Justiça’, por exemplo, virou ‘Explosão’”, diz a socióloga Thais Duarte, da Uerj.
Para ela, a solução no combate ao crime na Zona Oeste está na criação de forças-tarefas entre a PM, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
50 DENÚNCIAS A CADA MÊS
Alexandre Abrahão, 45 anos, juiz
1. Quantos criminosos já condenou?
“Não há estimativa. Mas recebo em média 50 denúncias por mês.”
2. Por que a região é cada vez mais violenta?
“É afastada do Centro e tem condição geográfica que permite que as três facções criminosas do estado tenham o mesmo potencial. O elevado índice de corrupção em razão do volume financeiro em disputa também é chamariz para milicianos e bicheiros.”
3. O senhor continua com escolta?
“Eu e meus parentes temos a proteção de seguranças. São nossos anjos da guarda. Rezo por eles todos os dias.”
4. As prisões de milicianos como Jerominho, ex-vereador e líder da Liga da Justiça, e seu irmão Natalino, Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, e Toni Ângelo, minaram a força política deles?
“Quebramos a espinha dorsal dessa gente.”
5. A criminalidade na Zona Oeste tem solução?
“Sairemos vitoriosos, apesar de a violência estar instalada em todos os cantos, desde favelas a bairros mais nobres, como a Barra, onde explodem até carros (referindo-se à explosão do carro do bicheiro Rogério Andrade, em 2010, que resultou na morte do filho do contraventor, Diogo Andrade, 17, e de um segurança).”
RIO DA PEDRAS: DE REGIÃO BUCÓLICA A REDUTO DA MAIS ANTIGA MILÍCIA
Favela com cerca de 63 mil habitantes começou a surgir na década de 60
RIO - Quando os primeiros barracos começaram a ser erguidos por migrantes nordestinos, Rio das Pedras era apenas o nome do córrego que cortava uma região bucólica de Jacarepaguá, próxima à Lagoa da Tijuca. Eram meados dos anos 60 e a ocupação desordenada, iniciada com a invasão de prédios inacabados de uma construtora falida, serviu de embrião pra a terceira maior comunidade da cidade em quantidade de habitantes. Em 2010, o IBGE calculou a população local em 63,5 mil. Para a associação de moradores, entretanto, esse número passa de 160 mil. Gente que vive com renda média de um salário mínimo, não conta com saneamento básico e enfrenta problemas com a coleta de lixo. Cenário propício à proliferação de parasitas. Mas ratos, baratas e mosquitos não são as maiores ameaças para quem mora na região, onde o vácuo deixado pelo poder público deu origem, há cerca de 40 anos, à mais antiga milícia em atividade no Rio.
Sustentado inicialmente por comerciantes para impedir a ação de ladrões, o grupo paramilitar ganhou poder territorial, bélico, financeiro e até político. Em 2007, Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho, conseguiu se eleger vereador. Ligado à milícia, então chefiada pelo policial civil Félix Tostes, Nadinho acabou assassinado em 2009.
Foragido comandou protesto em favor de vans
No último fim de semana, após a prefeitura anunciar a redução de 1.200 para 392 no número de vans autorizadas a circular na Barra e em Jacarepaguá, integrantes da milícia articularam e comandaram ações de represália à medida. Um grupo ateou fogo a pneus e pedaços de madeira jogados na Avenida Engenheiro Sousa Filho, via que corta a região. Ônibus foram impedidos de passar pela comunidade, obrigando moradores a andar quilômetros para conseguir condução e chegar ao trabalho ou retornar para casa. Informações recebidas pelo Disque-Denúncia (2253-1177) davam conta de que à frente dos protestos estava Dalcemir Pereira Barbosa, o ex-presidente da Cooperativa de Transporte Alternativo de Rio das Pedras.
Sob proteção policial
Dalcemir foi condenado a quase 20 anos de cadeia, mas está foragido. Ele teve a prisão decretada pela Justiça cinco vezes pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha. Irmão do ex-sargento PM Dalmir Pereira Barbosa, também condenado, mas que cumpre pena em prisão domiciliar, Dalcemir circula em Rio das Pedras sob proteção de policiais ligados à milícia. Na última semana, após os protestos, a Polícia Civil realizou várias ações na comunidade. Um dos acusados de integrar o bando, Maurício Silva da Costa, o Maurição, foi preso.
Os irmãos Dalcemir e Dalmir, de acordo com o processo judicial, fizeram fortuna graças a atividades ilegais. Juntos, teriam um patrimônio estimado em R$ 2,5 milhões. Os lucros obtidos na região foram usados para comprar imóveis em Jacarepaguá e na Barra. Nenhum dos chefes da milícia mora em Rio das Pedras.
A milícia lucra cobrando taxas de comerciantes, mototaxistas e motoristas de van. O bando também explora a grilagem de terras, a venda de botijões de gás e a distribuição de sinais de de TV a cabo.
O delegado Maurício Mendonça, da 32ª DP (Taquara), que investiga a atuação do bando, admite que a maior dificuldade no enfrentamento da milícia é quebrar o silêncio dos moradores, que temem sofrer represálias dos bandidos.
MILICIANOS CONDENADOS CONTINUAM ENRIQUECENDO
Paramilitares de Rio das Pedras se beneficiam de recursos à ordem de prisão e seguem dando ordens e cobrando de moradores. Prédios ilegais surgem rapidamente
João Antonio Barros
Rio - Condenados à prisão, mas livres para aumentar o patrimônio. Passados oito meses desde que foram sentenciados a penas de sete a 20 anos por formação de quadrilha e enriquecimento ilícito, os chefes da milícia de Rio das Pedras continuam soltos à espera do julgamento dos recursos no Tribunal de Justiça e com acesso franqueado à fonte de riqueza da comunidade.
Os moradores continuam obrigados a pagar a taxa de segurança, o ágio no botijão de gás e o pedágio das vans. Nem a especulação imobiliário escapa das garras dos paramilitares: só nos últimos seis meses, eles ergueram um prédio com lojas e quitinetes e tocam outro edifício, em ritmo feroz, com quatro pavimentos e lojas no térreo.
A primeira construção tem endereço nobre: ao lado da Associação de Moradores de Rio das Pedras, no coração da comunidade e com facilidade de comércio e transporte público. A obra foi concluída em junho e tem dois andares com quitinetes — cada um vendido a R$ 80 mil. Ela foi tocada a mando do subtenente reformado da PM Maurício Silva da Costa, o Maurição, apontado como o atual líder do grupo paramilitar.
O edifício com a obra em andamento também está em área privilegiada: na porta do asfalto e de frente para o Condomínio Floresta, na Estrada de Jacarepaguá. O prédio começou a ser erguido onde era uma casa do loteamento São Bartolomeu, comprada há alguns anos pelo cabo Marcus Vinicius Reis dos Santos, o Fininho. Como ele era proprietário de um trailer, localizado na porta do imóvel, resolveu fazer uma bela loja, para incrementar o negócio, e os quitinetes para aproveitar o espaço.
A construção está no quarto pavimento, mas os operários foram obrigados a parar na quinta-feira: como não há licenciamento, a prefeitura suspendeu os trabalhos e embargou a obra. O edifício ao lado da associação também é ilegal.
A lucrativa tática do empreendimento-relâmpago
Os empreendimentos imobiliários sempre foram importante fonte de dinheiro para a milícia de Rio das Pedras. Primeiro, eles venderam os terrenos grilados ou às margens da lagoa e do valão. Depois vislumbraram forma mais interessante de lucrar: construíam prédios com quitinetes e alugaram a preços populares. Com o avanço da investigação da polícia sobre os bens e patrimônio oculto, a milícia optou pelo papel de ‘empreiteiro’: constrói o edifício ilegalmente e o revende rápido, antes da chegada da prefeitura.
“Não temos o papel da polícia, de prender, mas sempre que há denúncia verificamos se a construção está regularizada. Quem souber de construção ilegal pode nos procurar”, anuncia o subprefeito da Barra e Jacarepaguá, Tiago Mohamed.
Poucas são as obras regularizadas em Rio das Pedras. O próprio prédio da associação de moradores e as lojas ao redor da praça foram construídos pelos milicianos. Nem o campo de futebol soçaite escapou: a área pública foi cercada e o campinho deu lugar a um estádio. Tudo “made in milícia”. Mas como um detalhe: quem quiser jogar tem que pagar uma taxa.
MILÍCIA DEU GOLPE NO TRÁFICO
Grupo ‘vendeu’ espaço para traficantes em morro e depois os denunciou à polícia
João Antonio Barros
Rio - Uma chacina em capítulos. Silenciosamente e sem espalhar corpos pela cidade, a guerra entre traficantes de drogas e milicianos pelo domínio do Morro da Barão, na Praça Seca, amedronta moradores na mesma proporção que suas vítimas se avolumam nas estatísticas de homicídios da Polícia Civil. Só este ano, pelo menos 12 pessoas foram mortas — quatro apenas em outubro —, mas sempre em horas e pontos diferentes, sem chamar a atenção.
A guerra começou após o “arrendamento” do Morro da Barão a um grupo de traficantes da Vila Vintém, em Realengo, no início do ano. O negócio rendeu R$ 300 mil a homens ligados à milícia comandada pelo ex-sargento da PM Luiz Monteiro da Silva, o Doem. Pelo acerto, os paramilitares continuariam a explorar o ‘gatonet’, o transporte de Kombis e a venda de botijões de gás. O tráfico ficaria com pontos de venda de drogas.
À frente do acordo estaria o miliciano Luís Carlos Costa Coelho, o Luizinho. Ele coordena os negócios do grupo desde a prisão de Doem, em 2009, por formação de quadrilha. Mesmo sem autorização do chefe, levou adiante o acordo, mas reservou uma surpresa aos traficantes. Com parte do dinheiro no bolso, ele e mais quatro milicianos denunciaram à PM os pontos onde estavam escondidos os traficantes e quem comandava a venda de drogas.
A repressão policial deu certo: bandidos ligados à facção Amigo dos Amigos (ADA) recuaram e, na época, deixaram o morro. Mas a estratégia da milícia vazou para o tráfico. Um a um, os artífices do acordo começaram a ser mortos. Alguns por retaliação de traficantes; outros na briga interna da milícia pela divisão do dinheiro. E, em pelo menos um caso, para que a notícia da “venda” do morro não chegasse aos ouvidos do chefe na cadeia.
Irmão do chefe foi um dos mortos
Calado à bala para não denunciar as tramas do grupo, João Monteiro da Silva, o João Facão, foi uma das vítimas da milícia para ocultar a “venda” do Morro da Barão do chefe Luiz Monteiro. João descobriu o negócio e ameaçou denunciar. 
Os milicianos foram mais rápidos. Informaram a Doem, na cadeia, que o irmão estava desviando dinheiro do caixa da milícia e escondendo uma forturna. A trama teria legitimado aos olhos do chefe e da comunidade a execução de João. Ele foi assassinado em fevereiro.
Grupo que “vendeu” o morro se reúne na UPP da milícia
O grupo que “vendeu” o morro é o mesmo que criou a UPP da Milícia, como ficou conhecida a casa, na Praça Seca, onde paramilitares se reuniam e que foi pintada com as cores da PM e ganhou a sigla da Unidade de Polícia Pacificadora. 
A milícia é divisão do grupo que dominou por anos todas as favelas da Praça Seca. A organização rachou com a briga do ex-PM Doem com o ex-vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco. Com a briga, o bairro foi dividido. Cada grupo ficou com uma parte e seu faturamento com a venda de segurança, botijões de gás, gatonet e transporte irregular.
‘Vendedores’ assassinados
Dos quatro assassinados na Praça Seca em outubro, três estavam diretamente ligados à milícia e à “venda” do Morro da Barão. Um deles é Aldo Nunuccelli Neto, o Dino, amigo de Luisinho e investigado por agentes da Divisão de Homicídios por participação em assassinatos na Favela da Chacrinha. 
Dino foi assassinado a tiros no dia 5, um dia depois do taxista Marcelo Gomes Vieira, o Marcelo Salsicha, na Estrada da Chácara. Nos dois casos, os assassinos foram dois homens, que estavam de moto. A terceira morte foi a do comerciante Leandro da Silva Ribeiro, o Leandro Peixinho. Ele estava no seu bar, na Favela da Chacrinha, acompanhado por duas mulheres, quando homens passaram atirando e o acertaram quatro vezes.
TRAFICANTES QUE DOMINAM OS MORROS DA ÁREA DE MADUREIRA TÊM 190 FUZIS, SEGUNDO A POLÍCIA
A terra do samba também virou território do tráfico. O rufar dos surdos nas quadras de Portela e Império Serrano, agora, são abafados pelo som dos disparos de fuzil que traçam o céu de Madureira. As favelas do bairro da Zona Norte e suas regiões adjacentes (Rocha Miranda, Vaz Lobo e Engenheiro Leal) são ocupadas por três facções diferentes, que contabilizam, ao todo, 190 fuzis, segundo levantamento da 29ª DP (Madureira). Num local onde as guerras por território entre rivais já viraram rotina, histórias envolvendo traições, tiroteios e mortes entre membros de uma mesma facção começaram a assustar os moradores.
O Complexo da Serrinha ostenta a maior quantidade de armas e bocas de fumo da região. No total, são cem fuzis e quatro pontos que rendem R$ 500 mil para a única facção que domina todas as cinco favelas do complexo. A estrutura profissional da facção explica o montante de lucro: lá, segundo apuraram agentes da 29ª DP, os traficantes são arregimentados na própria comunidade e trabalham de calça e tênis — chinelos no “trabalho” são proibidos — em turnos de 12h para ganhar R$ 700 semanais, mais alimentação paga. Os ataques e provocações de traficantes de Juramento e Cajueiro são frequentes. Entretanto, a cobiça não vem só de grupos rivais.
Até meados de 2012, o dono do morro era Jorge Porfírio, o Dinho. Na ocasião, o traficante foi morto a tiros pelos quatro homens que alçou ao posto de gerentes. O quarteto, autodenominado “Os Fantásticos”, só durou um mês no poder.
Um dos quatro, Walace Trindade, o Lacoste, se juntou ao irmão do antigo chefão, Adilson Porfírio, o Skol, e promoveu um golpe de estado: os traficantes conhecidos como Kisuco, Raxixe e Lerdinho nunca mais foram vistos na região.
Todos os sábados, o baile funk da Serrinha recebe visitantes ilustres de outras favelas dominadas pela mesma facção. Pelo menos uma vez por mês, Marcelo Santos das Dores, o Menor P, sai do Complexo da Maré com um comboio de pelo menos cinco carros e 30 bandidos armados de fuzis para curtir a festa, constantemente marcada pela presença maciça de armas de grosso calibre, tiros para o alto e funk nas alturas até a manhã seguinte.
— É um absurda a liberdade com que bandidos circulam por aqui aos sábados. A Av. Ministro Edgard Romero fica cheia de motos com garotos armados pela madrugada — contou uma moradora da região, que preferiu não se identificar.
UPP: TRÁFICO AMEAÇA QUEM ATRAPALHAR VENDAS À NOITE
Agentes do Parque Proletário têm recebido informações de que haverá confronto diante de ações da polícia
Vania Cunha
Rio - Traficantes de comunidades do Complexo da Penha têm feito ameaças constantes a policiais das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) da região. Uma das informações que chegaram à base do Parque Proletário era a de que os bandidos sairiam todas as noites para vender drogas, e, caso os policiais fizessem patrulhamento no horário, haveria confronto. Sábado, o soldado Melquisedec Basílio dos Santos, de 29 anos, morreu após ataque de criminosos.
À frente da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), o coronel Frederico Caldas confirmou que ameaças e informações sobre a movimentação de traficantes chegam sempre à CPP. “Essas ameaças chegam quase todos os dias, mas não sabemos se realmente vai acontecer ou se é uma tentativa de desestabilizar o programa. Na maioria das vezes, não se concretiza, mas não desprezamos nenhuma informação. Não vamos parar de fazer o que queremos. Todos os policiais estão nas ruas e vamos fazer o nosso trabalho”, afirmou Caldas.
Há 15 dias, quando surgiram as primeiras informações de bandidos circulando na região, o oficial reforçou o patrulhamento nos complexos do Alemão e da Penha. Ele aumentou as equipes de cinco para 10 patrulhas nos conjuntos de favelas e também na Rocinha, além de pedir reforço dos batalhões de Operações Especiais (Bope) e de Ações com Cães (BAC).
Sábado, cerca de duas horas antes do atentado que vitimou o soldado Melquisedec, o Bope tinha feito operação no Parque Proletário. As unidades de elite passaram todo o fim de semana vasculhando as comunidades e a mata. Ontem, o BAC apreendeu drogas na Penha. O soldado Melquisedec foi o sétimo policial morto desde o início da implantação das UPPs, em 2008, no Dona Marta. Ele estava no patrulhamento quando 15 traficantes abriram fogo contra os policiais. Um outro PM e três moradores ficaram feridos na ocasião.
Operação onde há resistência
Na Rocinha, onde 70 policiais foram trocados, o coronel Frederico Caldas também anunciou reforço no patrulhamento. Ele ampliou o número de policiais nas patrulhas para coibir a ação de criminosos. De acordo com o oficial, todas as comunidades que apresentarem resistência do tráfico receberão apoio no patrulhamento e, se necessário, operações pontuais, a exemplo da força-tarefa União de Paz, realizada em setembro no Complexo de São Carlos.
“Fizemos uma ação onde participaram policiais de várias unidades, na intenção de checar denúncias, conscientizar moradores e também coibir o crime. O resultado foi muito positivo lá”, ressaltou Caldas. Na época, o coordenador anunciou que pretendia estender a mesma operação para comunidades da Rocinha e do Complexo do Alemão.


DISPUTA ENTRE MILÍCIA E TRÁFICO PELA FAVELA DA CAROBINHA DEIXA MAIS DE DOIS MIL ALUNOS SEM AULA
Uma disputa entre traficantes e milicianos na Favela da Carobinha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, levou cinco escolas municipais a fechar as portas, nesta quarta-feira. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria municipal de Educação, 2.238 alunos estão sem aulas. Parte do comércio também não funciona.
O 40º BPM (Campo Grande) confirmou que pelo menos uma pessoa morreu na disputa entre o grupo paramilitar e os bandidos. O corpo de um homem foi encontrado, também na manhã desta quarta, na Rua 49. A PM não informou se a vítima é morador da região ou faz parte de algum dos grupos em guerra.
Até a madrugada desta terça, a Favela da Carobinha era controlada por milicianos. Traficantes invadiram a comunidade, tendo à frente Paulo Cesar Martins, o PC da Carobinha. O bandido contou com a ajuda de cúmplices da Favela da Coreia, em Senador Camará. Os traficantes chegaram a pé na comunidade e trocaram tiros com os milicianos por cerca de 30 minutos. Acuados, os paramilitares fugiram e deixaram a favela.
PC da Carobinha está foragido do sistema penitenciário desde março de 2013, ao ganhar direito à saída temporária para trabalhar numa loja de veículos em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Ele cumpria pena no regime semiaberto. A Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio negou o benefício, mas PC entrou com um recurso no Tribunal de Justiça e ganhou, em fevereiro, o direito a sair do presídio para trabalhar.
ESCUTAS TELEFÔNICAS REVELAM QUE TURISTA ALEMÃO BALEADO NA ROCINHA FOI CONFUNDIDO COM PM INFILTRADO
O turista alemão Daniel Benjamin Frank, de 25 anos, não era o alvo do tiro disparado no dia 31 de maio, durante uma visita à Rocinha, na Zona Sul do Rio. Segundo escutas telefônicas que fazem parte do relatório da operação Paz Armada, obtidas pelo EXTRA, o objetivo dos traficantes era atingir um PM do serviço reservado (P2) da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) que, na ocasião, estava infiltrado no grupo de turistas. A prática da PM de colocar agentes para acompanhar os visitantes na comunidade foi instituída pelo ex-comandante da unidade, major Edson Santos, um dos 13 policiais presos sob a acusação de torturar e matar o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, em julho.
Num diálogo gravado no dia do disparo contra o turista, Luiz Carlos Jesus da Silva, o Djalma, gerente do tráfico na parte alta da Rocinha, diz a Rodrigo de Macedo Avelar da Silva - PM que atuou infiltrado na quadrilha durante a operação Paz Armada - que policiais à paisana estavam em meio ao grupo de turistas: “Os moleques atiraram no P2 (serviço reservado), mas ‘acabou’ acertando o gringo”.
Em seguida, Djalma afirma que o disparo foi uma demonstração de força dos traficantes, que consideraram uma “afronta” a presença de policiais na região. “Se quisessem ter tirado a vida deles, poderiam ter feito ali mesmo. Eles (os traficantes) queriam mostrar que o local não está abandonado, que, se vier, vai ficar”, continuou o bandido.
As escutas revelam ainda que os dois PMs do serviço reservado que acompanhavam os turistas - “um fortinho e outro que usa aparelho”, conforme descrição do traficante - foram identificados e ficaram em poder dos bandidos por algumas horas.
O turista alemão foi baleado na barriga por volta das 13h. Pouco mais de uma hora depois, Avelar faz algumas ligações para Djalma, perguntando se o traficante sabia que os PMs haviam sido pegos e pedindo que fossem libertados. O policial, inclusive, tentou negociar com o bandido a entrega do autor do disparo. Em troca, a polícia não divulgaria fotos do traficante. O pedido do PM foi atendido. Numa ligação, Djalma diz a Avelar que os policiais sequestrados já haviam sido liberados.
SOCORRIDO PELOS BANDIDOS
A Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), que investiga o episódio no qual o turista foi baleado na Rocinha, vai pedir acesso às provas que surgiram durante a operação Paz Armada.
Ainda nas escutas telefônicas obtidas durante a investigação do caso, Djalma relata que os próprios bandidos socorreram o turista, ao perceberem que ele tinha sido baleado por engano. O traficante afirma, ainda, que o fato aconteceu quando o alemão estava passando, com um grupo, por um local da favela conhecido como Visual — região que abriga uma das bocas de fumo da comunidade. Os criminosos o teriam levado à Estrada da Gávea, segundo Djalma. Na época, a polícia divulgou que um morador teria socorrido o alemão, levando-o à UPP da Rocinha, na Rua 2. De lá, ele teria sido encaminhado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.
Um mês depois, um menor se entregou à Deat, dizendo ser o autor do disparo. Num dos relatórios da Paz Armada, o delegado Ruchester Marreiros afirma que o garoto foi obrigado por Djalma a se entregar, para que a polícia deixasse de fazer operações.
Em depoimento à polícia, o turista alemão contou que viu bandidos armados num beco da favela. Por isso, teria se assustado e corrido. Acompanhado de um amigo, ele havia visitado o Cristo Redentor naquele dia e resolveu conhecer a favela de São Conrado.
Operação
A Paz Armada investigou o tráfico na comunidade. No dia 13 de julho, a Polícia Civil deflagrou a operação, em conjunto com a UPP da Rocinha, na qual 29 pessoas foram presas. No dia seguinte à ação, o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza teria sido torturado e morto. De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), os policiais da UPP da Rocinha foram responsáveis pelo crime. Eles queriam, de acordo com o MP, que a vítima entregasse um paiol de armas. Durante a operação, nenhum armamento foi apreendido. Vinte e cinco policiais militares da UPP da Rocinha foram denunciados pelo MP, acusados de participação na morte de Amarildo. Treze deles, entre eles o major Edson Santos, tiveram as prisões decretadas e estão atrás das grades.
ROCINHA TEM TIROTEIOS À LUZ DO DIA
Uma disputa entre facções por uma das maiores refinarias do tráfico de drogas da Rocinha acabou em tiroteio em plena luz do dia na Rua Maria do Carmo, no Laboriaux, parte alta da favela. A troca de tiros entre traficantes durou cerca de cinco minutos e começou pouco após o meio-dia desta terça-feira. Segundo informações de PMs da UPP, o motivo dos disparos foi um golpe de traficantes da parte baixa da favela na facção rival, que, em agosto, tomou a refinaria. A unidade foi inaugurada há pouco mais de um ano, em setembro de 2012.
O barraco pertence ao traficante Ricardo Santos Rodrigues da Silva, o Ricardinho 157, um dos 16 denunciados pelo MP após a Operação Paz Armada. Ricardo fazia parte da grupo de John Wallace da Silva Viana, o Johnny, que herdou a liderança da quadrilha após a prisão de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem. A droga produzida no local era vendida pelos traficantes da parte de baixo. Em agosto, entretanto, após uma briga com um dos gerentes de Johnny, Ricardo passou para o lado de Luiz Carlos Jesus da Silva, o Djalma, que, há dois meses, rompeu com a facção.
De acordo com o setor de inteligência da UPP, ontem, um traficante da parte de baixo da favela foi ao local, que fica na área de mata, a poucos metros da Escola Municipal Abelardo Barbosa, e tentou dar um golpe na facção rival: entrou no local e roubou armas. Os tiros começaram quando Ricardo surpreendeu o bandido, que correu em direção à Estrada da Gávea, onde os disparos terminaram. Moradores da favela contaram ao EXTRA que ouviram “muitos tiros” no local. Não houve feridos.
Desde o último sábado, PMs da unidade já contam quatro trocas de tiros entre integrantes das facções rivais que disputam a Rocinha. Há dois meses, quando Djalma rompeu com a facção de Nem, os relatos de confrontos são praticamente diários. Desde então, integrantes do tráfico da parte alta vêm arregimentando soldados do tráfico, que chegam dos complexos do Alemão e da Penha. Já o grupo de Johnny teve reforço de traficantes do Morro do Dezoito.
Tiros em áreas de paz
Tiros foram dados em outras duas áreas pacificadas num intervalo de uma hora, entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça.
O primeiro caso ocorreu numa localidade conhecida como Corea, em Manguinhos, Zona Norte do Rio, às 23h30m de segunda, quando policiais abordavam dois homens. Um deles atirou e fugiu por um beco da favela. O disparo não atingiu a viatura e ninguém se feriu.
Com o outro homem, os policiais encontraram uma pequena quantidade de maconha. Ele foi levado à 21ª DP (Bonsucesso), onde foi autuado como usuário de drogas e acabou liberado, na madrugada desta terça. Na localidade da Corea, onde ocorreu o incidente, era de domínio do tráfico antes da pacificação.
Na madrugada de terça, policiais militares relataram um ataque a uma viatura na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão. O episódio teria ocorrido após às 0h30m, quando houve falta de luz na região. Entretanto, a informação não foi confirmada pela UPP.
— Há lugares com um histórico de enfrentamento, o que indica a presença de marginais armados. É o desafio que a gente tem pela frente — disse o coronel Frederico Caldas, comandante-geral das UPPs, em entrevista ao programa “CBN Rio”, da Rádio CBN.

APÓS CONFRONTOS NO COMPLEXO DA PENHA, COMANDANTE DAS UPPS ADMITE QUE TRÁFICO TEM FUZIL NAS ÁREAS PACIFICADAS
O coronel Frederico Caldas, comandante-geral das UPPs, admitiu, neste domingo, a existência de fuzis nas mãos de traficantes em áreas pacificadas. A declaração foi dada após os confrontos que deixaram um policial militar morto, outros dois feridos e quatro moradores baleados, num intervalo de 48 horas, entre quinta-feira e anteontem, na Vila Cruzeiro e no Parque Proletário, no Complexo da Penha. Ele ainda anunciou que o efetivo das unidades deverá ser reforçado nos próximos dias.
- Claro que é uma preocupação (fuzis com traficantes em áreas com UPPs), embora não tenhamos histórico de apreensão de fuzis em áreas pacificadas. É preciso que seja feita uma investigação para confirmar onde efetivamente os traficantes estão portando fuzis - afirmou.
O coronel esteve no enterro do policial militar Melquizedeque Basílio dos Santos, de 29 anos, sepultado ontem à tarde no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. Mais de cem pessoas, entre amigos, parentes e policiais de UPPs, compareceram ao sepultamento. O PM foi atingido por um tiro de fuzil nas costas, no sábado à noite, na localidade conhecida como Vacaria, no Parque Proletário.
Na noite de quinta-feira, no mesmo local, o traficante Fernando César Batista Filho, o Alemão, morreu num confronto que deixou dois policiais da UPP Parque Proletário feridos - um deles foi atingido por um tiro no peito e continua internado em estado grave, no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Após o tiroteio, a PM apreendeu, perto do corpo do traficante, um fuzil AK-47, 145 cápsulas do calibre 7.62 e quatro carregadores.
Segundo a UPP, a localidade conhecida como Vacaria - que tem uma extensa área de mata - estaria sendo ocupada por traficantes armados nos últimos dias.
Sob o domínio de traficantes
A Vila Cruzeiro e o Parque Proletário, no Complexo da Penha, têm pelo menos quatro pontos com a presença de traficantes armados, segundo os policiais das duas UPPs. A principal delas é a localidade da Vacaria, onde ocorreram os últimos confrontos.
A área, próxima à Pedreira, é a mesma onde traficantes armados foram filmados em fuga para o Complexo do Alemão, em meio à ocupação policial que deu início ao processo de pacificação, em novembro de 2010.
Segundo policiais, também há registros de bandidos armados escondidos nos becos do bairro Treze, em frente ao contêiner da Vila Cruzeiro, na Rua José Rucas. Na área, houve um confronto entre agentes da UPP e traficantes, na quinta-feira à tarde, que deixou um morador ferido. A ação ocorreu horas antes do tiroteio que resultou na morte de um traficante, na Vacaria. Na ocasião, dois PMs ficaram feridos.
De acordo com a polícia, também há concentração de bandidos armados nas ruas 10, 12 e 14, divisas entre o Parque Proletário, a Vila Cruzeiro e a localidade conhecida como Esquina do Pecado. Ainda segundo PMs, Fabiano Atanázio da Silva, o FB, chefão da Vila Cruzeiro preso no interior de São Paulo, em janeiro do ano passado, morava na Rua 12. A localidade ainda seria reduto do tráfico.
Feridos em combate
Os confrontos que deixaram um policial militar morto e outros dois feridos num intervalo de apenas 48 horas na localidade da Vacaria, no Parque Proletário, não foram atos isolados na região. Somente neste ano, pelo menos 11 policiais foram baleados em tiroteios ocorridos em áreas pacificadas dos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte. Em 21 de fevereiro, dois policiais foram baleados na Vila Cruzeiro, na Penha. Em 18 de maio, um PM se feriu no Morro da Fé, também na Penha. Em 20 de agosto, três policiais da UPP Nova Brasília, no Alemão, foram atingidos durante um ataque no Largo do Coqueiro. Em 18 de outubro, dois agentes foram baleados num tiroteio no Largo da Vivi (Alemão).

HÁ ANOS O TRAFICO E A MILÍCIA DOMINAM O TRANSPORTE ALTERNATIVO






Responda rápido:
O inacreditável Poder Judiciário é ou não é cúmplice na execução das testemunhas?



- Não duvido se o inacreditável Poder Judiciário indeferir!
- Ah, já ia me esquecendo, pergunta se aquela turminha dos “direitos humanos” ou algum “garantista” ou alguma autoridade foi prestar solidariedade à família do garotinho, ah, mas se uma destas escórias tivesse tombado estaria cheio de “humanistas”
REPONDA SE FOR CAPAZ:
Com esta gente tendo vez e voz na republiqueta constitucionalíssima, quantos Kaios e policiais tombarão com tiro de fuzil na cabeça; quantos pais e avós de familiares de Kaios e de policiais continuarão chorando a perda de seus entes em nome do “direito constitucional”, do “devido processo legal”, do “amplo, geral, irrestrito, internacional, universal, interplanetário e intergaláctico direito de defesa e ao contraditório” da escória assassina?
Respostas para as autoridades e instituições CÚMPLICES por este estado de coisas.

“Esse caso do Kayo é um dos casos que nós temos que clamar por segurança e justiça. Já tiveram outros casos, como o do menino João Hélio. Isso tem que mudar, não pode ficar desse jeito. A mudança tem que partir dos nossos governantes para poder chegar ao povo e a gente melhorar a nossa situação. Precisamos de uma resposta o mais rápido possível", declarou o comerciante Cláudio Dionízio, morador de Bangu.
INVASÃO DO FÓRUM DE BANGU LEVA JUÍZA A PEDIR AFASTAMENTO
Ela se escondeu debaixo da mesa na hora dos tiros.
Rio - Ainda muito abalada pela invasão ao Fórum de Bangu por criminosos com fuzis, quinta-feira, a juíza da 2ª Vara Criminal de Bangu, Luciana Moco, pediu afastamento do cargo. A magistrada estava em audiência quando houve o tiroteio entre criminosos e PMs que faziam a segurança do lugar. Apavorada, escondeu-se debaixo da mesa.
Na ação, um policial e uma criança de oito anos foram mortos. O pedido foi feito nesta segunda-feira à presidente do Tribunal de Justiça, Leila Mariano, que classificou a ação dos bandidos como um problema de segurança pública, e não institucional.
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- Desgraçado é o país em que uma das autoridades máximas de um dos Poderes do Estado brasileiro é obrigada a pedir seu afastamento, afrontada e intimidada pelo poder paralelo!
- Bons tempos aqueles em que o nobre mafioso Castor de Andrade era o patrono das instituições em Bangu!
- Sei de uma historia que aconteceu por lá que só posso contar em memórias post mortem!
ENQUANTO ISSO...
JUSTIÇA DO RIO NEGA PEDIDO PARA QUE CELSINHO DA VILA VINTÉM SEJA TRANSFERIDO PARA PRESÍDIO FEDERAL
O traficante Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, vai continuar, pelo menos por enquanto, no Rio de Janeiro. A Vara de Execuções Penais (VEP) do estado negou, na última sexta-feira, pedido da Secretaria de Segurança Pública para transferi-lo do Complexo de Gericinó para presídio federal fora do Rio, alegando que o bandido teria participação na tentativa de resgatar presos do Fórum de Bangu na última quinta-feira.
Em sua decisão, o juiz Carlos Augusto Borges, da VEP, alega que não há provas suficientes de que Celsinho tenha envolvimento com o caso. No episódio, que terminou com um tiroteio entre policiais e bandidos, um PM e uma criança morreram. “Se o requerimento está respaldado no evento trágico ocorrido no Fórum de Bangu, onde ocorreu uma tentativa frustrada de resgate de presos, cabe a autoridade administrativa apresentar elementos concretos do envolvimento do apenado com aquele evento, o que não há no expediente”, afirmou o magistrado no despacho.
Borges diz ainda, na decisão, que o comportamento de Celsinho, preso desde 2002, é considerado “excepcional” pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). A VEP ainda não decidiu sobre o pedido da Secretaria de Segurança para que os traficantes Alexandre Bandeira de Melo, o Piolho, e Vanderlan Ramos da Silva, o Chocolate,também sejam transferidos para presídios federais. Os dois são apontados pela polícia como os alvos do plano de resgate frustrado.
- Este inacreditável Poder Judiciário é uma vergonha, vai ver que é preciso uma declaração de próprio punho com firma reconhecida do vagabundo de alta periculosidade, afinal, o que são dois corpos, um de uma criança inocente e outro de um policial no cumprimento de seu dever, estendidos no chão com tiros de fuzil, um magistrado marcado pra morrer, uma juíza aterrorizada e moradores das cercanias do Fórum em pânico???
BANGU NUNCA MAIS
A desembargadora Leila Mariano, presidente do TJ do Rio, convocou todos os juízes e desembargadores criminais para uma reunião hoje às 10h.
Quer falar sobre a implementação da videoconferência nas audiências criminais, um tema que ganhou destaque depois do tiroteio e morte no fórum de Bangu.
Só que...
Alguns desembargadores dizem que a medida é inconstitucional. (coluna Ancelmo Góis – O Globo – 06.11.2013)
- A Constituição “Cidadã”, pra variar “uma das leis mais avançadas do mundo”, é tão avançada, mas tão avançada que, em 1988 já previa a evolução tecnologia e vou mais além,  o uso de videoconferência no inacreditável Poder Judiciário, pelo menos é o que acham os “iluminados” da republiqueta constitucionalíssima
- Aliás, a republiqueta constitucionalíssima é o único lugar do mundo onde na ponderação de direitos fundamentais entre os dos criminosos e os dos cidadãos de bem, prevalece exacerbadamente os dos criminosos em detrimento dos segundos, embora estes sejam os patrocinadores, com seus impostos, que sustentam a máquina pública das instituições do Estado.
AGORA VAI, HEIN, MAS...

- Fico imaginando um magistrado, a cada audiência por videoconferência, de oitiva de testemunha ou da escória tendo que fundamentar em cinco laudas (na republiqueta dos bacharéis fundamentação que não tenha cinco laudas é vazia e insipiente) a razão da realização das audiências por tal recurso tecnológico. Uma vez fundamentada, vem o nobre causídico do réu e agrava, eis que, o juiz antes não requereu perícia promovida por  especialistas forenses para avaliar se o “elemento” é ou não de alta periculosidade. A segunda instância do inacreditável Poder Judiciário em nome do “devido processo legal”, do “amplo, geral, irrestrito, internacional, universal, interplanetário direito de defesa e ao contraditório” acolhe o agravo e determina a realização da perícia. Seis meses depois chega a decisão ao juízo da primeira instância. O magistrado nomeia psicólogos, psiquiatras, assistências sociais e marca a data para a realização da perícia. O nobre causídico interpõe novo agravo, eis que da banca examinadora não constou um psicanalista. Oito meses depois, a segunda instância acolhe o agravo determinando que da equipe conste um psicanalista. Seis meses depois publica-se a decisão de segunda instância e remete-se ofício ao juízo natural.  No dia da perícia comparecem ao presídio os profissionais, mas o procedimento não pode ser feito, pois, naquele dia não há agente disponível que possa permanecer na sala dando segurança aos peritos. Diante disto, o juiz remarca a perícia para um ano depois. Realizada a perícia, o juiz abre vista para o nobre causídico do réu. Este inconformado com o resultado do laudo que aponta a necessidade da realização da audiência por vídeo conferência agrava. A segunda instância do inacreditável Poder Judiciário um ano e meio depois confirma a avaliação do laudo. O nobre advogado entra com Embargos de Declaração, mantida a decisão, o nobre causídico entra com Embargos de Embargos de Declaração. Dois anos depois o colegiado confirma a decisão. O juiz marca a audiência por videoconferência para oito meses depois. No dia da audiência telão na sala, a parafernália toda a postos, eis que o nobre patrono do réu, pela ordem, pede a palavra e solicita a extinção da punibilidade pela prescrição e todos, na republiqueta constitucionalíssima, vão embora com a certeza do dever cumprido!
BANGU NUNCA MAIS
A desembargadora Leila Mariano, presidente do TJ do Rio, convocou todos os juízes e desembargadores criminais para uma reunião hoje às 10h.
Quer falar sobre a implementação da videoconferência nas audiências criminais, um tema que ganhou destaque depois do tiroteio e morte no fórum de Bangu.
Só que...
Alguns desembargadores dizem que a medida é inconstitucional
. (coluna Ancelmo Góis – O Globo – 06.11.2013)
- A Constituição “Cidadã”, pra variar “uma das leis mais avançadas do mundo”, é tão avançada, mas tão avançada que, em 1988 já previa a evolução tecnologia e vou mais além,  o uso de videoconferência no inacreditável Poder Judiciário, pelo menos é o que acham os “iluminados” da republiqueta constitucionalíssima
- Aliás, a republiqueta constitucionalíssima é o único lugar do mundo onde na ponderação de direitos fundamentais entre os dos criminosos e os dos cidadãos de bem, prevalece exacerbadamente os dos criminosos em detrimento dos segundos, embora estes sejam os patrocinadores, com seus impostos, que sustentam a máquina pública das instituições do Estado.